[NOTICIAS] TROCAÇÃO NÃO É SÓ BOXE

[NOTICIAS] TROCAÇÃO NÃO É SÓ BOXE

No início da era dos Ultimates, grappels viram a necessidade de treinar em pé para se ter espaço para levar a luta para o chão, a trocação era algo necessário, pois aluta inicia em pé. Da mesma forma, os strikers tiveram que cair para luta de solo e buscar a defesa. Aconteceque o pessoal do Westreling rapidinho encontrou uma forma de dificultar o jogo de chão do Jiu-Jítsu, criando o ground-and-pound, e a turma da trocação descobriu o spraw e as saídas.

No início da era dos Ultimates, grappels viram a necessidade de treinar em pé para se ter espaço para levar a luta para o chão, a trocação era algo necessário, pois a luta inicia em pé.

Da mesma forma, os strikers tiveram que cair para luta de solo e buscar a defesa. Acontece que o pessoal do Westreling rapidinho encontrou uma forma de dificultar o jogo de chão do Jiu-Jítsu, criando o ground-and-pound, e a turma da trocação descobriu o spraw e as saídas.

Com toda esta evolução, a trocação passou a se tornar algo decisivo no MMA. Porém, se observarmos bem de perto, veremos que a trocação no MMA não é só boxe, Muay Thai ou troca de pegada, é tudo isso e mais um pouco. Trocar em pé hoje no MMA é ter postura, é conhecer a distância do boxe, atacar e defender chutes, saberclinchar, dar e evitar quedas, saber cair e levantar-se o mais rápido possível.

A trocação não é o anti-jogo do chão, mas uma forma de ganhar luta utilizando um recurso interessante e que enche os olhos do público e dos grandes patrocinadores. Falando de atletas atuais, um bom exemplo é o brasileiro Júnior “Cigano” dos Santos, na opinião do colunista o melhor trocador da atualidade. Não é por ter a mão pesada, socar reto e ter boa distância, mas por saber entrar, defender e usar bem as falhas do adversário, no caso do Napão, o contra-ataque no chute, lembram bem disso?

Outros nomes do MMA também se destacam na arte da trocação, e vejam como muitos sabem que se treinar, é possível evoluir bem, vide Cain Velásquez e Frank Mir. Fedor Emilianenko é outro nome forte da trocação, assim como Gerard Mousasi, e o que dizer de Lyoto Machida ou Anderson Silva.

Talvez estejamos na era dos Strikers, ou por outra, na nova era, onde fica cada vez mais duro levar a luta para o chão, mas não esqueçamos que uma vez lá, todos correm perigo.

Texto: Jânder Magalhães Tôrres
Praticante de Jiu-Jítsu (Roxa) e Muay-Thai
Pós-Graduado em Comunição (FIOCRUZ)
Mestrando em Saúde (Universidade Federal do Ceará-UFC)
Radialista Profissional – Registro no SP/CE – 4751

Fonte: http://fightworld.virgula.uol.com.br/?p=1351