Quando pisou pela primeira vez no octógono do UFC em fevereiro de 2007 Mirko Filipović Cro Cop era visto como o maior especialista em chutes e socos do MMA mundial.
De lá pra cá, sua fama de temido striker decaiu. Ele perdeu três combates para atletas de nível. E, pelo evento americano, bateu apenas dois oponentes medianos.
No próximo sábado o policial croata tem mais uma chance de galgar o topo dos pesos-pesados. Ele encara o americano Pat Barry pela edição 115 do UFC.
Barry também é versado em kickboxing. Ou seja, o duelo deve ser travado em pé. No cartel, o americano acumula cinco vitórias e uma derrota no MMA. E 18V e 6D em lutas em pé.
Cro Cop venceu 16 confrontos e perdeu sete em lutas de kickboxing. No MMA, tem 26V e 7D. Foi campeão do evento japonês Pride F.C e um dos maiores ídolos no oriente.
Sobre Barry e, por ora, a mal sucedida passagem pelo UFC, Cro Cop disse a um site gringo o que segue abaixo traduzido pelo fã de MMA chamado Horus.
Palavras de Cro Cop:
“Há tantos pequenos detalhes que eu nem estava ciente. Lutar num octógono é lutar num octógono. Não é um ringue. O octógono tem seus próprios métodos, é uma grande diferença.”
“Toda a minha carreira no Japão foi num ringue. O octógono é o octógono. Agora tenho um octógono original do UFC em minha casa. Tenho uma academia dentro de casa, e lá tenho um octógono”
“É muito importante ter um camp como Ivan Hippolyte tem em Amsterdã. Em primeiro lugar, ele é um treinador de primeira linha. Além disso, há muitos parceiros para sparring, o que não acontecia em Zabreb, na Croácia. É bom ir para lá para ficar isolado.”
“Não acho que meus antigos parceiros de treino estavam em nível profissional. Não quero ofendê-los, são meus amigos e me ajudaram, mas não têm o nível dos lutadores que posso encontrar em Amsterdã. Uma coisa é fazer sparring com amigos meus que são bons, lutadores sólidos. Mas é outra coisa fazer sparring com Remy Bonjasky e outras estrelas do K-1. É algo muito diferente.”
“Graças à Deus me recuperei totalmente. Tive uma grave lesão há dois anos. Minha perna estava destruída. O joelho estava completamente destruído. Fiz três cirurgias no joelho, e claro que isso refletiu nos meus chutes. Eu tinha medo de chutar. Ainda era recente, mas decidi assumir o risco e lutar em Colônia.” (UFC 99, contra Mostapha Al-Turk)
“Há um ano, tinham se passado apenas 6 meses da cirurgia, então era suicídio, segundo o médico. Mas decidi aceitar a luta e depois mais uma, contra Junior Dos Santos, o que não foi uma decisão muito sábia naquelas condições. Mas sou um lutador, gosto do esporte, gosto de lutar, da competição. Mas obviamente você precisa tomar uma decisão com a cabeça e não com o coração.”
“Foi de fato uma lesão grave, e leva tempo. Agora já se passou um ano e meio desde a cirurgia, finalmente está tudo normal. Finalmente, há dois meses, comecei a chutar com todo o meu potencial.”
“Se você notar, nem mesmo tentei chutar contra Mostapha Al-Turk. Não tentei – ou tentei apenas uma vez – chutar Junior Dos Santos. Não me senti estável para chutar. Senti que minha perna não estava bem, então não chutei. É claro que me frustrou muito, mas foi minha decisão entrar no octógono, foi minha decisão aceitar a luta. Ninguém me forçou, mas graças ao respaldo de Deus que minhas pernas estão boas.”
“Barry é um bom lutador, um bom striker, e é disso que gosto. Gosto de lutar com strikers. Não gosto de lutar com grapplers – não porque não posso com eles – apenas prefiro lutar em pé. Pat lutará em pé.”
“Será uma boa guerra na trocação, creio que o público ficará muito satisfeito com a luta. Além disso, acho que haverá muitos fãs croatas. Vancouver tem uma comunidade croata forte. Haverá muitas bandeiras da Croácia. O que mais eu poderia pedir? Um bom oponente, um público excelente, isso é tudo o que posso desejar.”
Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/06/07/estrela-do-pride-se-diz-repaginado-para-o-ufc-115/