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Com a ida iminente de Dan Henderson para o UFC, talvez para disputar o cinturão dos médios com Anderson Silva, o posto de campeão dos meio-pesados do Strikeforce ficará vago. E um brasileiro se candidata à vaga. Roger Gracie encara o duro Muhammed “King Mo” Lawal no dia 10 de setembro, em edição do Strikeforce que terá as semifinais do GP dos pesados, com Antônio Pezão contra Daniel Cormier e Josh Barnett contra Sergei Kharitonov.
Roger está confiante sobre seu futuro no Strikeforce. Acredita que pode vencer as lutas necessárias para obter o cinturão e, depois disso, vê a saída para o UFC como inevitável.
“Acho que haverá um ponto, eu espero, em que eu terei lutado com os caras tops na minha categoria de peso, e não haverá nenhum outro lugar para ir que não para lá [UFC]. Vou ter que dar um passo à frente”, projeta Roger.
Gracie acha que o Strikeforce não sobreviverá às saídas de seus principais lutadores. Após demitir sua maior estrela, Fedor Emelianenko, que vinha de duas derrotas, o evento comprado pelo UFC vê Alistair Overeem perto do acerto com o ex-concorrente, e Dan Henderson cogitado para se juntar aos astros do maior evento de MMA do mundo. Roger realmente acredita que o UFC fará com o Strikeforce o que fez com o Pride, WEC e Affliction: comprou-os e os extinguiu.
“Vamos ver. O UFC fundiu a ele cada organização que compraram até hoje. Não sabemos por quanto tempo eles manterão o Strikeforce. Podem mantê-lo por alguns anos. Podem matá-lo amanhã. Você nunca sabe”, analisa Roger.
Mas o ainda vivo Strikeforce casou a luta do brasileiro contra o poderoso wrestler “King Mo”, que tem sete vitórias, é ex-campeão dos meio-pesados do evento e só perdeu uma vez, para Rafael “Feijão” Cavalcante, há um ano. Roger avisa que é melhor o wrestler manter a luta em pé, caso contrário poderá dar os três tapinhas a qualquer momento.
“Acho que se ele puder ser escorregadio e mantiver a luta em pé, terá uma chance de não ser finalizado. Mas acho que se nós lutamos no chão, suas chances não são muito boas”, disse o múltiplo campeão de jiu-jitsu e do ADCC.
Apontado como um dos melhores Gracie de todos os tempos no pano, Roger acha que não precisa se dedicar tanto aos treinos de jiu-jitsu, mesmo porque considera o adversário pouco técnico na arte suave.
“Treino menos chão agora, já que ele não é um grande jogador de jiu-jitsu, e tenho certeza de que não terei que me preocupar com ele tentando me finalizar”, desdenha .
Roger então espera que Lawal seja o primeiro passo rumo ao topo. Vê cada vitória como importante para se aposentar como um dos melhores do mundo de toda a história.
“Eu acho que é apenas uma questão de se preparar para ser o melhor lutador que eu possa ser. Lutar contra os melhores caras e espero ganhá-los todos, e um dia poder olhar para trás, quando me aposentar, e dizer que lutei contra todos eles e os venci. Então poderei me aposentar feliz”, disse o Gracie.
Fonte: portaldovaletudo.uol.com.br