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	<title>&#124; MMA Brazucas &#187; leandro paiva</title>
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	<description>Tudo sobre lutas em Pernambuco e no Mundo</description>
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		<title>Preparação Psicológica de lutadores &#8211; Mentalização (visualização)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 18:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: A mentalização é conhecida por diversos termos, dentre os principais: treinamento mental, imaginação guiada, visualização e prática mental. É um meio de simulação que pode ser utilizada para reduzir ansiedade, estabelecer confiança e aumentar a concentração. Desenvolve a plasticidade humana que permite ajustes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>A mentalização é conhecida por diversos termos, dentre os principais: treinamento mental, imaginação guiada, visualização e prática mental. É um meio de simulação que pode ser utilizada para reduzir ansiedade, estabelecer confiança e aumentar a concentração. Desenvolve a plasticidade humana que permite ajustes diante de situações novas e a possibilidade de diferentes planos de solução diante de uma circunstância.</p>
<p>Numa luta de Jiu-Jítsu, Submission, Grappling e Vale-Tudo, as decisões são tomadas em frações de segundo e a obsessão seguida de lerdeza de raciocínio pode custar caro ao atleta. Muitas vezes para ganhar um combate, o lutador, além de ser mais técnico e forte, deve ser também mais inteligente e fazer uso da agilidade mental para descobrir os erros de seu oponente e utilizar isto a seu favor antes do término da luta.</p>
<p>Alguns atletas campeões de alto nível, como Bibiano Fernandes e Ronaldo Jacaré, na situação que precede alguns treinos e principalmente na competição, costumam imaginar os movimentos que executarão, repetindo algumas vezes essa representação mental, chegando até em alguns casos a dividi-los em partes, dentro de uma sequência correta tecnicamente.</p>
<p>Esses atletas, mentalmente, produzem estímulos e respostas. A imagem é um estímulo gerado que, em contrapartida, originará uma resposta positiva em algum determinado comportamento que ele deseja alterar.</p>
<p>Não existem referências ainda de estudos em curso ou publicados sobre os efeitos da visualização no MMA, mas há estudos que detalham o uso de mentalização de imagens em diversas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Neles, os autores chegaram a diferentes conclusões, principalmente pelo fato de utilizarem métodos distintos. Contudo, podem ser encarados como ensaios importantes para utilização com atletas de MMA.</p>
<p>Pesquisas</p>
<p>No estudo realizado por Kuan e Roy (2007), o objetivo principal foi descobrir se a visualização poderia auxiliar na dureza mental de atletas de Kung Fu (Wushu). Dureza mental é a capacidade de o lutador resistir e persistir às situações adversas, físicas e psicológicas. Os resultados indicaram que a mentalização de imagens era a chave para o sucesso dos atletas, apesar de não ter sido o único método de preparação psicológica utilizado. Outro método relevante que contribuiu muito foi a determinação e definição de objetivos e metas.</p>
<p>Em outro estudo (Fontani et al., 2007) foi observado que a visualização mental prévia poderia ajudar a incrementar algumas qualidades físicas relevantes para o lutador. Nele, conduzido com 30 atletas de elite de Karatê, observou-se que a visualização de um golpe antes de executá-lo influenciava positivamente na força e potência muscular desse golpe.</p>
<p>Weinberg, Seabourne e Jackson (1981) observaram correlação entre visualização e ansiedade pré-competitiva. Após aplicação de testes iniciais, no final de seis semanas os lutadores avaliados realizaram testes de habilidades, incluindo sparring (simulação de combate real). Foi observado que o grupo que estava trabalhando e aprendendo habilidades de visualização teve desempenho melhor do que os outros grupos pesquisados.</p>
<p>Davenport (2006) entrevistou três kickboxers com experiências variadas para descobrir quais habilidades eles consideravam benéficas para o sucesso. A visualização foi apontada como um componente chave na rotina. Segundo um indivíduo pesquisado: “Eu costumava me imaginar lutando contra os adversários e pensava: ‘no momento em que ele tentar colocar esse golpe em mim eu vou fazer isso…’, eu realmente lutava com eles em minha mente. ”</p>
<p>Highlen e Bennett (1979) analisaram 40 lutadores de elite do Canadá. Segundo seu estudo, os lutadores só poderiam utilizar visualização de imagens em grau moderado. Eles explicaram que na Luta Olímpica, por ser uma modalidade aberta (com possibilidade de ações “imprevisíveis” do adversário), é tarefa muito difícil utilizar a visualização. No entanto, vale salientar que esse estudo é antigo, realizado antes de haver qualquer forma padronizada de mensurar os efeitos da mentalização de imagens.</p>
<p>Já Barrow et al. (2007), utilizaram uma Escala de Imaginação no Esporte. Concluíram que os atletas de elite utilizam a visualização para aprender novas habilidades e controlar o estresse com muito sucesso. Afirmaram que, nas lutas, apesar de serem modalidades abertas, a mentalização de imagens permite-lhes a oportunidade de aprender habilidades motoras associadas à técnica.</p>
<p>Vantagens</p>
<p>1) Aumenta a precisão e com isso a velocidade de execução de um movimento ao ser posto em prática;</p>
<p>2) Sua utilização torna-se muito importante nas pausas decorrentes de lesões, para manter a noção do movimento;</p>
<p>3) Em situações pré-competitivas e competitivas, pode ajudar o atleta a ir menos sobrecarregado mentalmente para a competição, pois já repassou a seqüência diversas vezes, de forma imaginária;</p>
<p>4) Nas modalidades de Jiu-Jítsu, Submission, Grappling e Vale-Tudo, pode minimizar o medo, pois por meio da imaginação intensiva de um movimento, serão reconhecidos os elementos mais inseguros deste movimento e com isto poderá ser melhor efetivado.</p>
<p>Desvantagens</p>
<p>A. É mais adequada a utilização em atletas com mais de 12 anos de idade;</p>
<p>B. Em função da possibilidade de fadiga neuromuscular, só deve ser utilizada de forma limitada (no máximo 3 minutos por unidade de treinamento);</p>
<p>C. Por falta de controle adequado, sob aplicação real, se algum movimento técnico errôneo for executado de forma exclusiva ou muito longa, pode ser desenvolvido e fixado na mente.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>Vale ressaltar que a mentalização ou visualização de imagens (Treinamento Mental) não substitui a prática técnica e por si só não garante o sucesso da performance. O treinamento prático, a princípio, é superior ao Treinamento Mental, mas a combinação dos dois conduz a melhores resultados.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/10/07/preparacao-psicologica-de-lutadores-mentalizacao-visualizacao/</em></p>
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		<title>Crioterapia para lutadores</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:02:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Água e gelo. Parece simples, mas especialistas garantem que a crioterapia traz benefícios para lutadores. O termo crioterapia significa “terapia pelo frio”. Qualquer tipo de uso do gelo ou de aplicações com frio cujos objetivos sejam terapêuticos é, assim, crioterapia. Em suma, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Água e gelo. Parece simples, mas especialistas garantem que a crioterapia traz benefícios para lutadores. O termo crioterapia significa “terapia pelo frio”. Qualquer tipo de uso do gelo ou de aplicações com frio cujos objetivos sejam terapêuticos é, assim, crioterapia. Em suma, é a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo, resultando numa retirada do calor corporal e, por intermédio disso, redução da temperatura tecidual.</p>
<p>Alguns autores afirmam que adicionar ao gelo uma pequena quantidade de sal parece aumentar os efeitos fisiológicos da crioterapia. No livro Pronto Pra Guerra, abordamos o tema em profundidade, somado a outras técnicas bem empregadas para acelerar a recuperação de atletas de elite de modalidades de combate.</p>
<p>Mania entre atletas brasileiros, é comum ver Rodrigo Minotauro e Demian Maia imersos nas águas geladas após fortes sessões de preparação técnico-tática ou física. O preparador físico Rafael Alejarra, asseverou anteriormente em matéria publicada na Revista TATAME: “O benefício mais perseguido da crioterapia é o efeito analgésico que ela propicia, de forma localizada, sem a utilização de agentes farmacológicos”.</p>
<p>A terapia utilizando o frio não cura nenhuma enfermidade; contudo, supostamente, constitui ferramenta valiosa que auxilia no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. Quando aplicada adequadamente, parece reduzir o espasmo muscular que acompanha a hérnia de disco, lombalgias, cervicalgias, sintomatologia dolorosa e problemas articulares.</p>
<p>Na literatura científica, apesar de não haver material vasto sobre o tema confirmando seus resultados e o que tem publicado ser inconclusivo, alega-se que os principais efeitos fisiológicos são: anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular após treino intenso, relaxamento, mobilização precoce, melhora a amplitude de movimento, redução do metabolismo, redução da inflamação, redução do edema, quebra do ciclo dor-espasmo-dor, etc.</p>
<p>Para finalizar este artigo, segue adiante um vídeo no qual o lutador do UFC, Demian Maia, experimentou o recurso antes de uma luta, e, aparentemente, aprovou: “Esse método é excelente. Depois de fazer a imersão, você sente um pouco de frio, mas depois toma um banho quente e sente a musculatura bem relaxada”, alegou.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NqC2lcN5SLs">Veja o vídeo</a></p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/08/30/crioterapia-para-lutadores/</em></p>
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		<title>[DICAS] Consumidores de MMA: Implicações para grandes anunciantes</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 11:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Uma pesquisa demográfica realizada pela empresa Scarborough (divisão de marketing esportivo) foi conduzida em período de seis meses e revelou que os fãs de MMA norte-americanos possuem alto poder aquisitivo. De acordo com suas estatísticas, os fãs de MMA tem 15% a mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Uma pesquisa demográfica realizada pela empresa Scarborough (divisão de marketing esportivo) foi conduzida em período de seis meses e revelou que os fãs de MMA norte-americanos possuem alto poder aquisitivo. De acordo com suas estatísticas, os fãs de MMA tem 15% a mais de chances de ter uma renda familiar acima de 75.000 dólares do que o americano adulto médio.</p>
<p>Os resultados são particularmente interessantes pelo fato de serem originados de uma fonte independente, não afiliada ao esporte. No ano passado, o UFC proclamou dados similares, esperançosos de trazer novos anunciantes, mas agora as grandes companhias com grande poder de anunciar virão isso de uma firma de grande reputação em pesquisa de mercado, dando a eles mais confiança no poder de compra do consumidor de MMA.</p>
<p>Isso pode e deve trazer grandes anunciantes para o esporte, seguindo outros pioneiros como a Budweiser, Harley Davidson e Gatorade. Antes, no máximo pequenas empresas relacionadas ao MMA compunham a maior parte dos anunciantes.</p>
<p>O único ponto negativo desse estudo é a confirmação de que a grande maioria dos fãs de MMA são homens e, geralmente, as grandes empresas preferem anunciar seus produtos para uma audiência variada de gênero, etnia e faixa etária.</p>
<p>Ainda assim, pelo menos nos Estados Unidos e Europa, o alto poder aquisitivo dos fãs de MMA deve ajudar a trazer algumas companhias que antes estavam relutantes em utilizar o MMA como veículo de marketing de seus produtos. Os pesquisadores também observaram que os fãs de MMA estão bem acima da média quanto a ter acesso a produtos de alta tecnologia como TVs de alta definição e vídeo games, e esse grupo representa uma vasta parte do mercado que planeja comprar um carro novo no próximo ano.</p>
<p>A confirmação do poder aquisitivo e vontade para gastar combinado com o preço baixo de anunciar no MMA pode fazer disso um alvo principal para um influxo de anúncios nos próximos anos.</p>
<p>Mais dados da pesquisa:</p>
<p>* Mais de 51% na faixa etária dos 18-24;</p>
<p>* Mais de 67% do sexo masculino;</p>
<p>* 10% dos entrevistados tem poder aquisitivo e vontade de adquirir um segundo imóvel;</p>
<p>* Além de jovens, predominantemente do sexo masculino e, financeiramente bem estabelecidos, os fãs de MMA representam um público que consome alta tecnologia. Eles não só estão bem acima da média nacional (norte-americana) quanto a possuir utensílios domésticos de alta tecnologia, como HDTVs, vídeo game e conexões de Internet banda larga, como também são mais propensos para planejar a compra (e atualização) de novas tecnologias domésticas;</p>
<p>* Além de utensílios domésticos de alta tecnologia, a base de fãs de MMA também deve ser considerada pelas montadoras de automóveis. 15% deles planejam comprar uma caminhonete nova durante o próximo ano, e os 85% restantes, são mais prováveis do que o adulto norte-americano médio para planejar essa compra nos próximos anos;</p>
<p>* 15% dos entrevistados tem mais probabilidade de viver em uma casa na qual os móveis e utensílios foram comprados em uma loja de móveis e/ou colchões. Entretanto, 35% são mais propensos a viver em uma casa na qual os móveis e os eletrodomésticos foram adquiridos em uma grande rede ou loja;</p>
<p>* Os fãs de MMA são 62% mais prováveis do que o adulto médio de utilizar algum serviço de entrega 24h;</p>
<p>* São 37% mais propensos a influenciar decisões de compra de equipamentos de escritório e suprimentos para suas empresas.</p>
<p>Surpreso, Howard Goldberg, vice-presidente sênior da Scarborough Sports Marketing opinou sobre os dados: “Desde aparelhos domésticos de última tecnologia, automóveis e serviços de entrega, observamos que o mercado de MMA representa claramente uma audiência sólida para uma grande diversidade de comerciantes”. Finalizou decretando: “Aqueles que começarem a aproveitar esta base de fãs agora terão oportunidades únicas para iniciar/aumentar a lealdade quanto à sua marca dentre seus objetivos de expansão e crescimento”.</p>
<p>Veja na Tabela adiante (Clique com o mouse para aumentar), o perfil quanto aos bens (eletrodomésticos) dos fãs de MMA. A primeira coluna representa os aparelhos, a segunda, do que os fãs já possuem atualmente e a terceira coluna, do que planejam adquirir.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/07/tabela_potencial_compra_fans_mma.jpg" rel="lightbox[2849]" title="[DICAS] Consumidores de MMA: Implicações para grandes anunciantes"><img class="aligncenter" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/07/tabela_potencial_compra_fans_mma.jpg" alt="" width="500" height="264" /></a></p>
<p>Observação: Os fãs de Mixed Martial Arts (MMA) foram definidos como os adultos que assistiram combates de MMA na TV aberta ou a cabo em 2009.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/07/19/consumidores-de-mma-implicacoes-para-grandes-anunciantes/</em></p>
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		<title>[DICAS] Consequências do Nocaute</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 13:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Como telespectador e fã de Boxe e MMA, além das finalizações (MMA), não há nada mais empolgante do que assistir ao fim do tempo regulamentar do combate por nocaute. Apesar de ser algo quase hipnótico e querer visualizar em minúcias o desfalecimento momentâneo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Como telespectador e fã de Boxe e MMA, além das finalizações (MMA), não há nada mais empolgante do que assistir ao fim do tempo regulamentar do combate por nocaute. Apesar de ser algo quase hipnótico e querer visualizar em minúcias o desfalecimento momentâneo do outro lutador, um trauma na cabeça mais grave ou a sucessão deles em níveis variados podem trazer consequências devastadoras ao atleta.</p>
<p>Muhammad Ali, um dos melhores boxeadores de todos os tempos, aos 42 anos de idade, daria inicio a uma série de sintomas que o acompanham até os dias de hoje: tremores, lentidão de movimentos, fala arrastada e inexplicável fadiga. O Neurologista Stanley Fahn, examinou-o na Universidade de Columbia, referência mundial em diagnóstico e tratamento da doença de parkinson, e diagnosticou seu “parkinsonismo”.</p>
<p>Em seguida, a imprensa e os fãs começaram a questionar se foi o Boxe o principal causador da doença. Não havia nenhuma forma de afirmar, categoricamente, que foi o Boxe a principal causa. O fato é que, pelas informações científicas na época, o que poderia ser afirmado é que ele desenvolveria a doença, mesmo se fosse um bailarino, contador ou profissional de qualquer outra área.</p>
<p>Entretanto, modalidades como o Boxe, na qual a probabilidade de lesões no cérebro são maiores comparados ao MMA, por exemplo, sempre existe o risco de traumas na cabeça e lesões no cérebro, do mesmo modo que existe grande possibilidade de L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) em indivíduos que passam boa parte do tempo digitando no trabalho, sem condições ergonômicas adequadas de teclado e/ou cadeira.</p>
<p>Em 1928, o patologista Harrison Martland, descrevia uma síndrome, na qual percebia que boa parte dos atletas pareciam bêbados fora dos ringues. Estimou que metade de todos os pugilistas veteranos profissionais tinha a doença. Dentre eles, lutadores lendários como Joe Louis, que desenvolveu sintomas de demência e Sugar Ray Robinson, que morreu com a doença de Alzheimer.</p>
<p>Atualmente, os especialistas utilizam outros termos para denominar a síndrome de “bêbado”: traumatismo crônico crânio-encefálico, encefalopatia crônica traumática, encefalopatia do pugilista e “demência pugilistica”, termo médico recente utilizado para descrever os casos mais graves. Além desse, a literatura agora também tem uma nova denominação: “parkinsonismo pugilistico”. Já é consenso que vítimas em função de lesões no cérebro são mais propensas a desenvolver doença de Alzheimer do que Parkinson.</p>
<p>Por outro lado, parece existir um vínculo genético entre a doença de Alzheimer e lesões traumáticas. Uma variação genética comum conhecida como ApoE4, tem sido associada a um aumento na gravidade da lesão cerebral de lutadores com mais de 12 lutas profissionais registradas. Em estudo prévio, foi sugerido que alguns indivíduos podem ser geneticamente mais predispostos a sofrer dano neurológico em razão de golpes na cabeça.</p>
<p>Os sintomas de doenças neurológicas em lutadores podem ser observadas sob 3 aspectos:</p>
<p>• Motor &#8211; Fala um pouco arrastada, é um dos primeiros sinais de danos cerebrais. Outras deficiências comuns são: falta de coordenação, movimentos lentos, voz enfraquecida, rigidez, problemas de equilíbrio e tremores;</p>
<p>• Cognitivo &#8211; Com aplicação de alguns testes, é verificado facilmente que os atletas apresentam baixa concentração, déficits de memória e diminuição da velocidade mental (raciocínio). Além disso, com o agravamento, o lutador pode apresentar amnésia profunda, déficits de atenção,<br />
lentidão de pensamento;</p>
<p>• Comportamental &#8211; Os sinais mais comuns incluem irritabilidade, falta de discernimento, paranóia e explosões de violência e fúria, muitas vezes, “inexplicáveis”.</p>
<p>Já em 1969 um estudo realizado por pesquisadores britânicos descobriu que um em cada seis pugilistas profissionais aposentados sofriam de graves danos cerebrais. Os sintomas começaram a aparecer, em média, 16 anos depois do fim da carreira. Os que lutaram mais (além dos 28 anos), estatisticamente, foram considerados de maior risco, assim como os que tinham derrotas no cartel, especialmente por nocaute. Sugeriu-se que a cada trauma mais contundente e/ou nocaute, ocorra perturbação na fisiologia normal do indivíduo, com danos irreparáveis às<br />
células nervosas.</p>
<p>Outra teoria sustenta que os golpes na cabeça causem distúrbios substanciais à química do cérebro, conduzindo a resposta imune com danos ao sistema nervoso central.</p>
<p>O MMA e o Boxe são esportes em que “ferir” um oponente é um objetivo explícito: atingindo e danificando o cérebro, por nocaute (MMA ou Boxe), ou lesionando articulações e ligamentos (no caso das finalizações “articulares” realizadas no MMA). Esse fato inequívoco conduziu uma reviravolta e mobilização de diversas associações médicas, solicitando a abolição do Boxe e, posteriormente, do MMA (principalmente nos Estados Unidos).</p>
<p>Hoje, por meio das comissões atléticas que sancionam os dois esportes nos EUA, foram decretadas regras de saúde rigorosas, objetivando manter a integridade dos atletas. Dentre as principais, estão: realização de ressonância magnética (anual e, porventura, antes de algum combate caso seja solicitado); proibição de participação por período determinado em um próximo combate para aqueles que perderam seis vezes consecutivas (independentemente do modo como perdeu) ou em três lutas consecutivas (se a perda foi por nocaute ou nocaute técnico).</p>
<p>Concluímos este artigo salientado que essas medidas foram muito importantes para minimizar os problemas associados a golpes na cabeça e possíveis implicações diretas à saúde dos atletas. Todavia, não resolve em definitivo o principal desafio, que é quando a lesão se torna crônica, já instaurada. A preocupação da comunidade científica agora é de encontrar marcadores pré-clínicos, para tentar identificar sinais de lesão antes de o lutador apresentar sintomas permanentes. Assim, poderia até ser recomendado previamente que interrompa a carreira antes de um acontecimento trágico, como a morte, por exemplo.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p><em>1) Clancy, F. The Bitter:Head blows from boxing can cause dementia and Alzheimer’s. Can the same chronic brain injury also lead to Parkinson’s? Neurology Now, p.24-25, 2006;</em></p>
<p><em>2) Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. Amazonas: OMP Editora, 2009.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra</a></p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/05/27/consequencias-do-nocaute/</em></p>
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		<title>[DICAS] SE ANTECIPANDO ÀS AÇÕES DO ADVERSÁRIO</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 16:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: UFC Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Pense na seguinte situação: No MMA, é mais um dia difícil de treino. Na simulação de combate competitivo (sparring), seu adversário (ou melhor, companheiro de treino) é instruído a utilizar repetitivamente uma sequência de socos como isca, para fechar a distância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/05/lyoto-vs-shogun-ufc.jpg" rel="lightbox[2261]" title="[DICAS] SE ANTECIPANDO ÀS AÇÕES DO ADVERSÁRIO"><img class="aligncenter" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/05/lyoto-vs-shogun-ufc-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><span style="font-family: Consolas, Monaco, 'Courier New', Courier, monospace; line-height: 18px; font-size: 12px; white-space: pre;"><em>Foto: UFC</em></span></p>
<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Pense na seguinte situação:</p>
<p>No MMA, é mais um dia difícil de treino. Na simulação de combate competitivo (sparring), seu adversário (ou melhor, companheiro de treino) é instruído a utilizar repetitivamente uma sequência de socos como isca, para fechar a distância em você antes de jogar um direto de direita no seu queixo. Novamente, ele avança com mais um soco. Suas mãos podem até defender. Ele começa a jogar outra, mas de repente ele muda e joga um gancho de esquerda abaixo das costelas inferiores &#8211; e acerta seu fígado.</p>
<p>Você estava prestando atenção. Estava acompanhando os padrões dele. Entretanto, o que aconteceu?</p>
<p>Mal falando, a antecipação é como uma previsão. É a sua capacidade de determinar o que vai ocorrer. É também uma característica física que demanda habilidade de percepção bem específica. Nas lutas, sua perícia na defesa depende de quão bem você vai se antecipar ao adversário, interpretanto as ações dele e escolhendo com sabedoria (em frações de segundos), a melhor resposta. Além disso, como &#8211; e quão rapidamente &#8211; você executará a ação.</p>
<p>O bloqueio de um cruzado, por exemplo, é na realidade o resultado final de um complexo processo psicológico. Por meio de interpretação e percepção dos movimentos oculares de seu oponente é possível apresentar em contrapartida várias sugestões de ações, dinâmicas e velozes.</p>
<p>Os olhos fixam em uma ou mais pistas que podem sinalizar a intenção de um oponente. Assim, o sistema visual põe essas pistas em contexto para perceber a profundidade, velocidade e trajetória, enviando sinais para áreas relevantes do cérebro para interpretá-los. O cérebro percebe que tipo de ações pode sinalizar as pistas, então escolhe o que parece mais provável. Instantaneamente, ele gera um menu correspondente de respostas, e escolhe o melhor para a situação. Na sequência, envia a substância química necessária e mensagens elétricas por intermédio do sistema nervoso para executar essa resposta.<br />
Ações “desonestas” &#8211; como fintas &#8211; são sinais que indicam uma ação, quando algo é realmente pretendido. De certo modo, podemos afirmar que um combate corporal entre dois indivíduos é uma “guerra de percepção”.</p>
<p>Diversos psicólogos e cientistas do Treinamento Desportivo têm estudado como se processa a antecipação de habilidades motoras e esforços atléticos. Muitas vezes, nos estudos são comparados os desempenhos de atletas experientes com os novatos para descobrir o que faz com que alguns sujeitos sejam melhores do que outros nos movimentos típicos de luta, contra um adversário.</p>
<p>Velocidade e agilidade (apesar de serem treináveis, são bem delimitadas por fatores genéticos), obviamente, tem algo a ver com a experiência de antecipação, mas não é apenas isso que influencia o tempo de reação. Em algumas pesquisas descobriram que o tempo de reação simples &#8211; necessário para responder a um estímulo-alvo &#8211; é bem similar entre atletas experientes e iniciantes. Mas a defesa nas artes marciais exige mais do que um tempo de reação simples: depende da reação a estímulos variados e complexos.</p>
<p>Para antecipar um ataque do adversário, temos de saber que tipos de pistas para procurar, para poder vê-los e interpretar o que esses sinais podem nos dizer. A acuidade visual é relevante; contudo, não basta uma boa visão.</p>
<p>A dinâmica da acuidade visual &#8211; a capacidade de perceber com precisão objetos em movimento &#8211; é uma obrigação. Comportamentos de busca visual também desempenham papel fundamental. São os padrões e as velocidades em que seus olhos se fixam e assimilam sugestões de movimentos em particular. Depois de fixar os olhos em alguma coisa, seu campo focal de visão estreita em um ângulo de cerca de três graus.</p>
<p>Você tem de confiar muito na visão periférica, em particular para a detecção de movimento. Finalmente, há os sinais em si &#8211; o que afinal você está procurando? Novamente, alguns estudos verificaram que a principal diferença entre os atletas mais experientes e os novatos na antecipação de ações do adversário (com larga vantagem nesse contexto para os mais experientes) é que muitas vezes eles olham para pistas diferentes.</p>
<p>O que parece ser mais importante com relação a percepção não é a boa visão ou necessariamente o que eles vêem, mas como utilizam a informação que percebem. Nas modalidades esportivas de combate, simples alterações posturais do oponente fornecem algumas das melhores informações sobre as suas intenções. Às vezes, esse aprendizado é adquirido pela compreensão da biomecânica da técnica. Por outro lado, pode ser compreendido também por padrões perceptuais mais exigentes, como no âmbito de um adversário específico.</p>
<p>O que tende a distinguir os especialistas na “guerra de percepção” dos combates é a capacidade de antecipar como os sinais de um oponente se relacionam com suas intenções, ou melhor, suas habilidades antecipatórias superiores. Lutadores experientes tendem a ser capazes de identificar um ataque do adversário e os padrões de defesa com muito mais rapidez, facilidade e precisão do que seus colegas iniciantes. Eles aprenderam com a experiência de treinamentos e competições por anos a fio, que as ações são mais propensas para seguir do que as sugestões. Também conseguiram adaptar esse conhecimento para que seja melhor observado algum adversário atual. Possuem desempenho superior na seleção de resposta diante das ações do adversário, contribuindo para melhor decisão tática.</p>
<p>Como melhorar a experiência perceptiva? Com bastante prática, principalmente. O que é mais útil, entretanto, é a prática com retorno de informações (feedback). Obter feedback de seu parceiro de treino (sparring) e/ou outro observador sobre como você pode telegrafar suas ações.</p>
<p>Outra forma de melhorar a antecipação às ações do adversário é escolher um determinado período &#8211; de uma a duas vezes por semana &#8211; no qual você vai se concentrar em aprender a se antecipar ao adversário. Como regra geral, não é para ser analítico e ficar parado em frente a um adversário, pensando em como se antecipar.</p>
<p>Depois de um intervalo para descanso, minutos após o sparring, deve haver pausa para refletir sobre o que você observou e aprendeu sobre isso. Em seguida, realize nova simulação de combate (sparring). Use esse combate como forma de testar as hipóteses ou teorias que desenvolveu sobre as sugestões de seu oponente. Por meio de tentativa e erro veja o que funciona. Depois, reflita novamente alguns minutos, tentando visualizar padrões específicos de sinalização do adversário. Após isso, desligue a parte analítica e tente fluir naturalmente a sessão de sparring, sem pensar em nada, só ação e reação.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/05/03/se-antecipando-as-acoes-do-adversario/</em></p>
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		<title>[DICAS] TALENTO OU DEDICAÇÃO NAS LUTAS E ARTES MARCIAIS?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 18:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes observamos lutadores surpreendentes, considerados muito talentosos ou mesmo superdotados. Característica básica: aprendem facilmente as técnicas e conseguem executá-las eficazmente. Existem alguns atletas neste olímpo, muito raros que, mesmo sem se dedicar como os demais, executam as técnicas com perfeição. Contudo, na maioria das vezes, até os mais talentosos somente atingem Maestria Desportiva (excelência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/04/anderson.jpg" rel="lightbox[2107]" title="[DICAS] TALENTO OU DEDICAÇÃO NAS LUTAS E ARTES MARCIAIS?"><img class="aligncenter" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/04/anderson-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Muitas vezes observamos lutadores surpreendentes, considerados muito talentosos ou mesmo superdotados. Característica básica: aprendem facilmente as técnicas e conseguem executá-las eficazmente. Existem alguns atletas neste olímpo, muito raros que, mesmo sem se dedicar como os demais, executam as técnicas com perfeição.</p>
<p>Contudo, na maioria das vezes, até os mais talentosos somente atingem Maestria Desportiva (excelência técnico-tática e bons resultados em competições) depois de muita prática. Como assim muita prática? Cientistas do Treinamento Desportivo apontam que, no Boxe, por exemplo, acima de 3.500 horas de prática ou 2.000 sessões de treino (nivel internacional). Em outras modalidades presentes nos Jogos Olímpicos como o Taekwondo, Judô e Luta Olímpica esse número sobe para mais de 4.000 horas de prática ou 2.800 sessões de treino.</p>
<p>Além da melhoria técnico-tática, a dedicação pode superar (ou igualar) o talento natural em outro quesito: psicológico. Quanto mais treinado e preparado, o atleta atinge um estado denominado de “acomodação psicológica”. Nesse estado, em função de confiar nos árduos treinamentos que realizou (quando bem planejados), o lutador se encontra (e se acha) em estado psicológico adequado para enfrentar todas as exigências físicas e psicológicas naturais dos esportes de combate.</p>
<p>Randy Borum, psicólogo de atletas de Boxe e MMA nos Estados Unidos, é ainda mais “caxias” nesse quesito. Em artigo publicado em 2009, baseado em estudos realizados por colegas, afirmou categoricamente: para se atingir excelência técnica máxima em qualquer coisa &#8211; de jogar xadrez, tocar violino, realizar cirurgias a lutar -, o ideal é dedicar-se em média 20 horas por semana durante dez anos, para atingir um total de 10.000 horas de prática. Ele reforçou seu ponto de vista com a publicação recente de um livro nos Estados Unidos, no qual o autor se baseou em diversos estudos e acredita que mais importante do que ter talento é se dedicar a aprender e realizar eficientemente a tarefa. O título original do livro é “Talent is Overread” (em Português: “Talento é superestimado”), do autor Geoff Colvin.</p>
<p>Vale uma ressalva: antes de você decidir acampar em sua academia só para acumular essas horas mais rapidamente, deve ter a consciência de que a mente leva um tempo para reter a técnica e mantê-la. Em outro <a href="http://prontopraguerra.blogspot.com/2009/08/retencao-de-tecnicas.html">artigo</a> neste blog já abordamos o tema.</p>
<p>O ideal é que a prática seja deliberada, ou seja, aquela em que mesmo o atleta tendo participado das aulas em grupo continue a se aprimorar em outros horários, mas sem se exceder. Além disso, o treino tem foco específico e inteligente. Exemplo prático no MMA: em vez de o atleta trabalhar chutes aleatórios no saco pesado por vinte minutos, focar o trabalho para melhorar um chute lateral no qual é deficiente, pelos mesmos vinte minutos, marcando mentalmente um ponto no saco para acertar, melhorando sua coordenação e mantendo postura corporal adequada. Fará o mesmo trabalho duro comparado à primeira opção (chutes aleatórios), só que, além do tempo e esforço, exigirá foco.</p>
<p>Um fator importante a ser considerado nesse processo todo é: será que todos devem buscar as tais 10.000 horas? Na minha opinião, não. Se você é um competidor ou simplesmente decide buscar excelência técnico-tática nas lutas, existem algumas dicas que ajudarão a ter sucesso em período mais curto. São elas:</p>
<p>1) Verifique consigo as hipóteses sobre como o sucesso ocorre &#8211; no seu caso &#8211; em situação de sparring ou em competições. Isso ajuda a ter auto-consciência quando você percebe que o que faz nos treinos, muitas vezes é mais importante do que o que tem naturalmente (”talento”). Lutadores e indivíduos, de modo geral, que dão prioridade ao talento tendem a ter atitude fixa. Eles acreditam que seu sucesso vem de uma característica fixa inata que não pode ser adquirida ou melhorada. Acredito que o ideal é ter a mentalidade de que o talento natural é apenas um ponto de partida e não um ponto final e, assim, a capacidade pode ser melhorada por intermédio de compromisso e trabalho duro;</p>
<p>2) O atleta deve buscar informações sobre sua evolução (feedback) e utilizá-las. Pedir essas informações para instrutores, treinadores e parceiros de treino responsáveis. Não basta perguntar: “O que eu fiz de errado?”, tem de questionar: “Quais são as outras maneiras de fazer corretamente?”. Uma das melhores ferramentas é a visualização de vídeos de suas lutas e, até mesmo, dos adversários. Até atletas que já estão no nível de elite aprendem coisas novas e valiosas sobre o seu jogo, quando se observam. Melhor ainda se contar com a observação de outros da equipe sobre os movimentos realizados e filmados. Poderá formular uma lista do que precisa ser desenvolvido ou aprimorado como postura, velocidade, força, etc. O ideal é assistir diversas vezes e, para facilitar, atribuir nota de 0 a 10 para cada valência física e/ou técnica específica, relacionando ao seu desempenho. Se ver algo que precisa corrigir, tente por um momento fixar a imagem em sua mente de como ficaria se fizesse de modo correto. Escolha algo para trabalhar em uma próxima vez, e compare utilizando as filmagens para ver se está mais perto de atingir aonde você quer estar;</p>
<p>3) Tente ser sistemático. Para tornar o trabalho mais deliberado, você não pode apenas ter um plano para colocar em um determinado número de horas. Deve definir e monitorar metas específicas para cada sessão de exercícios e prática. Objetivos ajudarão na motivação, foco, e orientarão a capacidade de aprender e melhorar. Ao estabelecer metas, pense em como determinada prática se encaixa dentro do seu maior objetivo em longo prazo como ganhar o cinturão do UFC ou ser campeão mundial de Jiu-Jitsu, por exemplo. Pergunte a si mesmo: “como posso organizar minhas metas de curto prazo para me aproximar do que eu finalmente desejo alcançar?” Faça um plano e siga adiante;</p>
<p>4) Persistência. A prática deliberada &#8211; quando feita corretamente &#8211; exige muito esforço e muitas vezes não é divertida. Por si, provavelmente, não fornecerá muita satisfação e motivação. É aí que entram as metas e o feedback dos outros. Você pode ter ao menos um pouco de satisfação de ter alcançado seu objetivo para essa sessão ou ver sua melhoria ao analisar as filmagens iniciais. Aprender a persistir, mesmo quando não é divertido, é um dos benefícios da prática deliberada.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/04/05/talento-ou-dedicacao-nas-lutas-e-artes-marciais/</em></p>
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		<title>[NOTICIAS] GOLPES NA CABEÇA AFENTAM O OLFATO DE LUTADORES</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 21:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
				<category><![CDATA[NOTICIAS]]></category>
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		<category><![CDATA[lutadores]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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		<description><![CDATA[Quinton &#8220;Rampage&#8221; Jackson projetando brutalmente o adversário. Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Em estudo que acaba de ser publicado, os pesquisadores oriundos do Departamento de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário de Colônia (Alemanha), analisaram se impactos com traumas recorrentes à cabeça afetavam a função [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/03/quinton_rampage_jackson.jpg" rel="lightbox[2022]" title="[NOTICIAS] GOLPES NA CABEÇA AFENTAM O OLFATO DE LUTADORES"><img class="aligncenter" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/03/quinton_rampage_jackson-280x300.jpg" alt="Quinton &quot;Rampage&quot; Jackson projetando brutalmente o adversário. " width="280" height="300" /></a><span style="font-family: Consolas, Monaco, 'Courier New', Courier, monospace; line-height: 18px; font-size: 12px; white-space: pre;">Quinton &#8220;Rampage&#8221; Jackson projetando brutalmente o adversário.</span></p>
<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Em estudo que acaba de ser publicado, os pesquisadores oriundos do Departamento de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário de Colônia (Alemanha), analisaram se impactos com traumas recorrentes à cabeça afetavam a função olfatória de lutadores de modalidade com predominância de golpes traumáticos (Strikers).</p>
<p>A hipótese a ser testada era se os atletas teriam a função olfativa reduzida. Cinquenta atletas do sexo masculino foram submetidos a olfatometria (”medida de odores”). Além disso, foram submetidos a endoscopia nasal e responderam a um questionário detalhado sobre seu histórico médico e desportivo. Esses dados foram correlacionados com os dados normativos de indivíduos saudáveis.</p>
<p>Os pesquisadores verificaram que o limiar olfativo e de identificação de odores foram significativamente menores em lutadores, apesar de a discriminação de odores não ser afetada. Observou-se que houve correlação entre o desempenho de identificação de odor e a capacidade de amortecimento das luvas, ou seja, quanto mais acolchoadas eram as luvas do adversário, melhor era o desempenho de identificação de odor, e, portanto, pareceu ser uma medida de proteção em relação ao sentido do olfato nesse grupo de indivíduos.</p>
<p>Vale ressaltar que no MMA, as luvas são ainda mais finas (e menos acolchoadas) do que no Boxe, apenas protegendo as mãos de quem soca. Mesmo com a utilização de luvas mais acolchoadas do que no MMA, no Boxe, os traumas recorrentes na cabeça afetaram a função olfativa, especialmente pela redução do limiar olfativo.</p>
<p>Esses resultados podem ser extrapolados com algumas reservas para o MMA, pois nessa modalidade, a totalidade de golpes que o lutador absorve na luta não se concentra somente no segmento de golpes traumáticos: devem ser consideradas as técnicas de projeção e solo, evidenciando, desse modo, menor recorrência de golpes traumáticos na cabeça comparando com o Boxe.</p>
<p>Os autores deste estudo concluíram alertando que o amortecimento das luvas pode servir de proteção e deve ser aumentada para salvaguardar os desportistas de danos físicos.</p>
<p><em>Referência:</em></p>
<p><em>Vent J, Koenig J, Hellmich M, Huettenbrink KB, Damm M. Impact of recurrent head trauma on olfactory function in boxers: A matched pairs analysis. Brain Research, 2010.</em></p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda semana. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a> e conheça também o <a href="http://www.youtube.com/user/ProntoPraGuerraTV">Pronto pra Guerra TV</a>.</p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/03/25/golpes-na-cabeca-afetam-o-olfato-de-lutadores/</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>[DICA] A RESPIRAÇÃO NO JIU-JITSU, MMA E SUBMISSION</title>
		<link>http://www.mmabrazucas.com/index.php/2010/03/02/dica-a-respiracao-no-jiu-jitsu-mma-e-submission/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=dica-a-respiracao-no-jiu-jitsu-mma-e-submission</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 16:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jiu Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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		<description><![CDATA[Rickson Gracie é mestre na arte de controlar a respiração Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Em outro artigo neste Blog, já informei que vários atletas de elite de Jiu-Jítsu e MMA recorrem, sabidamente, a diversos treinamentos para maximizar a respiração e potencializar seus recursos direcionando às situações adversas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/03/rickson-twist-on-beach.jpg" rel="lightbox[1901]" title="[DICA] A RESPIRAÇÃO NO JIU-JITSU, MMA E SUBMISSION"><img class="aligncenter" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/03/rickson-twist-on-beach.jpg" alt="Rickson Gracie é mestre na arte de controlar a respiração" width="200" height="302" /></a><span style="font-family: Consolas, Monaco, 'Courier New', Courier, monospace; line-height: 18px; font-size: 12px; white-space: pre;">Rickson Gracie é mestre na arte de controlar a respiração</span></p>
<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Em outro artigo neste Blog, já informei que vários atletas de elite de Jiu-Jítsu e MMA recorrem, sabidamente, a diversos treinamentos para maximizar a respiração e potencializar seus recursos direcionando às situações adversas antes, durante e após os combates.</p>
<p>A respiração é um dos prazeres da vida ou pelo menos o reconhecimento de que ainda estamos vivos. Também é uma ferramenta muito poderosa para o lutador amador ou profissional. Sua utilização e controle tem longa história nas lutas e artes marciais. No livro Pronto Pra Guerra, em especial no capítulo de Preparação Psicológica, abordei diversos meios e métodos referentes à respiração, bem empregados nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate.</p>
<p>Na tradição do Budô, dentre as artes marciais japonesas, se considera que o “Kiai” (espécie de vocalização utilizada geralmente durante golpes traumáticos), aumenta a potência do indivíduo na execução de um golpe ou técnica. Dentre as artes marciais coreanas, similarmente, utiliza-se o “Kihap”. Grande parte dos praticantes considera o “Kiai” apenas como uma mensagem que acompanha o movimento físico; contudo, enganam-se: é um recurso muito mais relevante e profundo.</p>
<p>Quando utilizado corretamente, conecta os elementos físicos e mentais de uma técnica, e serve tanto para ações defensivas como ofensivas. O significado do próprio termo denota um conceito de um sistema unificado ou integrado ( “ai”) espírito ou mente (” ki “). O controle da respiração é parte integrante de sua execução.</p>
<p>Não é incomum no MMA, Muay Thai e no Boxe, por exemplo, os atletas expirarem quando desferem socos ou chutes. Muitas vezes esses sons são captados até mesmo por transmissões televisivas, tamanho é o volume de vocalização da expiração de alguns atletas quando desferem os golpes.</p>
<p>Por incrível que pareça, essas vocalizações durante a expiração tem raízes longínquas nas lutas. A preconização do “Kiai” é: enquanto expirar fortemente (exalando ar) se deve contrair fortemente os músculos abdominais e o diafragma.</p>
<p>Sugere-se que, defensivamente, a expiração previna de um nocaute e a contração muscular ajude a proteger órgãos internos. Como ataque ofensivo, pode assustar ou distrair por milésimos de segundos o adversário. Além disso, enquanto a musculatura da região central do corpo estiver contraída, será fortalecida a cadeia cinética, aumentando a potência do golpe. Assim, acompanhando o “Kiai” ou “Kihap” vem uma condição adicional de energia e fortalecimento físico e mental, e não somente mera vocalização durante um golpe.</p>
<p>Ah, outra vantagem simples, é claro, é que o indivíduo lembra de respirar. Isso por si já é uma ferramenta valiosa para o lutador. Quando um iniciante, por exemplo, realiza seu primeiro sparring, é comum prender a respiração e tensionar os músculos. É uma espécie de reação natural, mas pode se tornar mau hábito.</p>
<p>Os músculos precisam de oxigênio para funcionar corretamente. Uma contração muscular necessita, óbvio, de mais oxigênio. Seu corpo começa a maioria das atividades com o oxigênio do ar que você inala. Se você não estiver inalando, não estará fornecendo fonte constante de oxigênio para os músculos ou a outros órgãos vitais que necessitam dele como o cérebro e os olhos. Isso demanda maior utilização de oxigênio e, finalmente, faz com que o corpo e a mente não trabalhem tão bem como deveriam.</p>
<p>Prender a respiração por muito tempo também pode elevar a pressão arterial e causar vertigem. Ainda, seus músculos “cansam” mais rapidamente. O resultado é que o indivíduo fica sem fôlego em curto período.</p>
<p>Comparando, como bom exemplo, vale salientar que as tropas de elite do exército e da polícia sabem da necessidade e utilidade das técnicas de respiração e as integram em sua formação. Se referem a elas como “respiração tática” ou “respiração de combate”. São estratégias de respiração concebidas para serem aplicadas rapidamente, principalmente em situações de risco elevado.<br />
Atleta de Jiu-Jítsu e MMA, Ricardo Arona tem opinião formada sobre o tema: “em situação mais complicada como um knock-down, melhor coisa a fazer é se fechar defensivamente e respirar bem para restabelecer o equilíbrio no combate.” O fato é que você tem de saber respirar.</p>
<p><strong>Recomendações Práticas</strong></p>
<p>1) Para relaxar, se restabelecer de situação complicada e/ou evitar desperdício de energia pelo fator emocional: inalar (inspirar) por quatro segundos, segurar (apnéia) por quatro segundos e expirar (exalar) por quatro segundos e, logo após, respirar normalmente. Esta técnica ajudará a manter a freqüência cardíaca sob controle (também reduz a ansiedade).</p>
<p>2) Durante situação extrema de um combate em que o atleta precisa de mais foco e concentração e/ou potência no golpe: No lugar de respirações longas e profundas, executar uma série regular de expirações (ou exalações) pela boca no momento de um impacto, seguida imediatamente por uma acentuada inspiração (ou inalação) pelo nariz. Há muitas maneiras de respirar “corretamente” e muitos usos para diferentes técnicas de respiração e exercícios. Nesta, a coisa mais importante é não prender a respiração, para ter um padrão regular de inalação (por intermédio do nariz) e expirar (pela boca).</p>
<p>Concluo afirmando que, para fins de treinamento, ter algum sistema ou método, independentemente de qual deles você escolher, poderá ajudar nos momentos cruciais antes, durante ou após os combates. Provavelmente um atleta de nível iniciante ou intermediário será beneficiado como os lutadores de elite ou superelite se, assim como eles, dominar tais técnicas.</p>
<p>Referência:</p>
<p>Borum, R. The Power of Breathing. Black Belt Magazine, 2009.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda segunda-feira. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/03/02/a-respiracao-no-jiu-jitsu-mma-e-submission/">http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/03/02/a-respiracao-no-jiu-jitsu-mma-e-submission/</a></em></p>
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		<title>[NOTICIAS] LUTAR OU FUGIR? A CIÊNCIA DO ESTRESSE NO MMA</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<category><![CDATA[combate]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Emelianenko Fedor: atleta de superelite de MMA que apresenta estado emocional calmo com freqüência. Em entrevista, Ricardo Arona declarou que foi o lutador que mais mexeu com seu lado psicológico durante um combate, pois batia pesado no russo, mas em momento algum ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/01/emelianenko_fedor.jpg" alt="" width="267" height="400" /></p>
<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Emelianenko Fedor: atleta de superelite de MMA que apresenta estado emocional calmo com freqüência. Em entrevista, Ricardo Arona declarou que foi o lutador que mais mexeu com seu lado psicológico durante um combate, pois batia pesado no russo, mas em momento algum ele mudava o semblante, aparentando não sentir os golpes.</p>
<p>O Prof. Dr. Walter Bradford Cannon, Fisiologista da Universidade de Harvard – E.U.A., foi o pioneiro ao teorizar que os animais reagem às ameaças com uma descarga comum do sistema nervoso, ocasionando com que permaneça e lute ou fuja para se defender. Essa teoria é conceituada popularmente como Fight or Flight ou, em Português, reação de lutar ou fugir. Também é denominada na literatura científica de reação de estresse agudo.</p>
<p>Fisiologicamente, a reação de estresse agudo pode ser explicada como uma sequência de “acontecimentos” bioquímicos iniciada pelo sistema nervoso simpático. Ele descarrega na corrente sanguínea maior quantidade dos hormônios adrenalina e noradrenalina. Esses hormônios são responsáveis por uma série de reações: aumento da frequência cardíaca e respiração, e diminuição do volume de sangue em diversos segmentos corporais.</p>
<p>No entanto, o volume sanguíneo é aumentado nos músculos, cérebro e coração (vasodilatação). Ainda, no campo psicofisiológico, aumenta a percepção para comportamentos espontâneos ou intuitivos, facilitando resposta motora de fuga ou combate.</p>
<p>Apesar de na história da evolução do homem, o cérebro ter desenvolvido esses mecanismos de resposta imediata a situações de risco em razão de sobrevivência, diferente de outros animais sob ameaça ou estímulo externo, como o ataque de um predador, o homem é capaz de produzir em si reação de estresse agudo, mesmo sem ameaça de risco iminente.</p>
<p>Para isso, basta que imagine intensamente situações-limite de combate ou fuga, que produzirá pensamentos capazes de despertar conflitos íntimos e emoções negativas. Essas situações disparam este mecanismo de defesa, elevando o nível de estresse.</p>
<p>Além dessas, situações novas ou inovadoras (vividas ou imaginadas) também podem provocar esse sistema, tornando o indivíduo agressivo, lutando contra a idéia, ou tímido eou introspectivo, aceitando passivamente. Em muitos casos ocasiona mudança de hábito e exige um grau tão profundo de introspecção, que pode emergir conflitos emocionais não solucionados.</p>
<p>No caso de atletas de MMA, a reação de Lutar ou Fugir pode ser interpretada sob um paradoxo: como fugir se a situação-limite tem dia, hora e local marcado e foi o próprio lutador que, conscientemente, optou pelo “perigo”?</p>
<p>Baseados nesse fato, quando já constituído (confirmação do combate), observamos que, dentre outros, podem ser verificados sinais de estresse agudo, claro, no próprio evento, momentos antes de lutar, com reflexos positivos ou negativos na luta subsequente.</p>
<p>Contudo, essa situação-limite pode ser iniciada dias antes, imaginada intensamente pelo atleta e, como uma bola de neve, aumentar sem precedentes de modo que o estresse seja insuportável, ocasionando a derrota muito mais por fatores psicológicos do que técnico-táticos ou físicos.</p>
<p>Pelo fato de vivenciar situações de estresse em decorrência de sua imaginação, dias antes do combate, o atleta pode ter o ciclo de sono afetado, aumentando a fadiga e diminuindo a completa restauração. Além disso, dores de cabeça causadas por tensão, preocupação constante, problemas intestinais, baixa função imunológica, irritabilidade, ataques de raiva e falta de concentração.</p>
<p>Ao observarmos os dados do maior estudo (Ribeiro da Silva, 2009) já realizado para identificar características de personalidade de atletas de elite de MMA, verificamos que, de modo geral, os lutadores lidam bem com situações estressantes. Por outro lado, pode ser que evitem tornar público as situações imaginadas, incutindo em maior introspecção.</p>
<p>Na análise de dados parciais, observou-se a característica de controle/resistência à pressão. Foi verificado que os atletas optam por dosar a energia dispensada ao longo do dia, numa estratégia de controle constante. Os resultados indicaram também índices elevados de controle (energia gasta para evitar situações que geram raiva), o que pode indicar que atletas de MMA de alto rendimento evitam confrontos fora do ambiente esportivo.</p>
<p>Já em outro estudo (Ferreira Filho e Maccariello, 2009), foi verificado que grande parte dos atletas mais experientes (maior cartel) e que venceu os combates, reportou estado emocional “calmo” antes da luta. O que mais provocava medo ou ansiedade era o maior cartel de lutas do adversário. Foi observado o inverso com atletas menos experientes (menor cartel).</p>
<p>Nesse grupo, grande parte perdeu os combates e reportou estado emocional “tenso”, “agressivo”, “agitado” eou “ansioso”. O que mais provocava medo ou ansiedade, além do maior cartel de lutas era o porte físico do adversário.</p>
<p>É relevante ressaltar que, evitar situações estressantes, além de ser praticamente impossível, é pouco saudável. Quando o estresse é mantido sob controle, ou seja, o lutador percebe como algo não debilitante, torna-se força positiva (e poderosa) que ajuda a melhorar o desempenho e a eficiência, mantendo-o alerta e menos sujeito a riscos.</p>
<p>Afinal, são essas situações estressantes que ajudam a elevar a temperatura, aumentar a transpiração e preparam o organismo do lutador para o combate iminente, mantendo-o em estado de alerta até que o evento termine. É exatamente essa situação que podemos observar no vídeo (para assistir<a href="http://www.youtube.com/watch?v=SfrnwQFhzEE">clique Aqui</a>), realizado momentos antes de Ricardo Arona entrar para lutar.</p>
<p>Quando o estresse é percebido como algo debilitante ocorre exatamente o oposto: o atleta piora o rendimento em razão, principalmente, do desperdício de energia por fatores emocionais. Como exemplo recente, podemos citar o caso do excelente atleta Lúcio Linhares, que perdeu em sua luta de estréia no UFC para o prodígio “Toquinho”.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada (Cruz, 2009), Lúcio já tinha passado pelos maiores ringues do mundo, mas a estréia no UFC foi algo que ele nunca havia imaginado. Ele revelou que a maior dificuldade na luta contra “Toquinho”, foi a adrenalina e declarou: “Fiquei um pouco nervoso com minha estréia, coisa que não acontecia há muito tempo. Acho que foi o efeito UFC… Dezenove mil pessoas assistindo sua luta afeta um pouco”.</p>
<p>Recomendações práticas baseadas em artigos na área de Psicologia do Esporte, para o lutador lidar adequadamente com situações de estresse:</p>
<p>1) Identificar as características pessoais do atleta e perceber suas mudanças de comportamento (físico e psicológico) em ambientes estressantes e não estressantes e ajudá-lo a desenvolver confiança em referência àquela situação mais estressante;</p>
<p>2) Lutadores altamente confiantes como Ronaldo Jacaré, por exemplo, tendem a interpretar a ansiedade antes de uma luta como algo positivo e estimulante em vez de debilitante. Portanto, duas considerações relevantes para aumentar a confiança no atleta: criar ambiente positivo e estabelecer orientação positiva para os erros do atleta;</p>
<p>3) Aprender a controlar a respiração e realizar movimentos para aliviar as tensões musculares dos ombros, costas, pescoço, etc;</p>
<p>4) Treinar a confiança por meio de simulações nos treinos, dentre outros objetivos, para ensinar o atleta a se comportar diante de situações-limite. Por exemplo, propor ao atleta já fadigado no treinamento: “Você está no último round (considerando-se 3 rounds), com a torcida toda contra você. Ganhou o primeiro e perdeu o segundo round. Está perdendo o terceiro e falta apenas 40 segundos para terminar. Nocauteie ou finalize agora seu adversário”. Essa é apenas uma estratégia-exemplo, dentre tantas, que ajuda o atleta a aprender a lidar sob situação de pressão, permitindo aumentar sua confiança em momentos cruciais.</p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog semanalmente. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a></p>
<p>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/01/07/lutar-ou-fugir-a-ciencia-do-estresse-no-mma/</p>
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		<title>[NOTICIAS] A VOLTA DO &#8220;TAPA NA CARA&#8221; NO MMA?</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Barata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra: Para muitos, independentemente da nacionalidade, de praticar esporte ou não e de qual modalidade, a temática “tapa na cara” é mais que um tabu, é sinal contemporâneo de humilhação. Para contextualizar com essa afirmação, ilustro esse artigo com o vídeo do incidente entre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/01/1_mmma.jpg" rel="lightbox[1635]" title="Cris Cyborg acerta japonesa no rosto"><img title="Cris Cyborg acerta japonesa no rosto" src="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/files/2010/01/1_mmma-300x199.jpg" alt="Cris Cyborg acerta japonesa no rosto" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Cris Cyborg acerta japonesa no rosto</p></div>
<p>Por <strong>Leandro Paiva</strong>, colaborador especial do blog e autor do livro <a href="http://www.prontopraguerra.com.br/">Pronto Pra Guerra</a>:</p>
<p>Para muitos, independentemente da nacionalidade, de praticar esporte ou não e de qual modalidade, a temática “tapa na cara” é mais que um tabu, é sinal contemporâneo de humilhação.</p>
<p>Para contextualizar com essa afirmação, ilustro esse artigo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=__DnL145zU4">com o vídeo do incidente entre o lutador brasileiro de MMA Ricardo Arona e o russo Kareem Barkalaev</a>, durante uma luta de Submission Wrestling em que o brasileiro acidentalmente tascou um tapa na cara do russo. Além disso, segue, resumidamente, a opinião do intelectual Joviano Caiado, publicada em seu blog:</p>
<p>“Não há agressão mais aviltante, humilhante, que o tapa na cara. Em qualquer situação o tapa humilha. Seja como revide ou não. Há um barulho estalado que chama a atenção de todos. Além disso… a marca que o tapa deixa: fica nas bochechas do infeliz as impressões digitais do agressor.</p>
<p>Prestem atenção: em qualquer jogo de futebol os jogadores, vez por outra, agridem seus adversários com cotoveladas e pontapés. Dificilmente alguém revida. Mas, se alguém der um tapa no rosto de seu adversário… o tempo fecha!</p>
<p>O tapa na cara é semelhante ao pé-na-bunda: é a suprema humilhação. Ambos foram inventados para humilhar o coitado do agredido. Qualquer adolescente sabe disso: briga de macho é com soco e pontapé em qualquer parte do corpo, mas tapa na cara e pé-na-bunda não pode.”</p>
<p>Já nos primórdios do até então Vale-Tudo no Brasil (o termo MMA surgiu muitos anos depois) nos treinamentos específicos para essa modalidade ou mesmo para Defesa Pessoal, imperava a lei de que não poderia ser utilizado soco, pelo elevado potencial traumático, causando com frequência lacerações ou cortes. Só valia utilizar tapas (ou “soco de mão aberta”). Informalmente, em função desse acordo entre cavalheiros, essa prática limitada no treinamento foi denominada de “Taparia”.</p>
<p>Seguramente, todos os atletas brasileiros de Jiu-Jítsu, nas décadas de 80 e 90, que realizaram treinamento de Vale-Tudo, passaram pela tal “Taparia”. Com a evolução do esporte e a prática de diversas artes marciais como Boxe e Muay Thai, além do Jiu-Jítsu, os treinos de “taparia”, foram praticamente extintos. Ainda é praticado no máximo por atletas amadores ou em treinamento sem compromisso com o alto rendimento esportivo.</p>
<p>De fato, o tapa é valido em eventos de MMA, mas poucos atletas utiliza. No entanto, em estudo científico recente (Neto et al., 2009), foram observadas evidências que podem fazer com que atletas e técnicos mais bem informados tragam de volta a “taparia” para o MMA.</p>
<p>Nele, evidenciou-se que, num grupo no qual continha 3 atletas experientes e 7 intermediários (masculinos), os golpes realizados com a palma da mão foram mais fortes do que os com a mão fechada (socos). Os pesquisadores oriundos do Department of Health &amp; Kinesiology (Texas A &amp; M University &#8211; E.U.A), utilizaram para análise equipamentos sofisticados, tais como: duas camêras de captação de imagens em alta velocidade e célula de carga acoplada a saco pesado de Boxe, para mensurar a força de impacto.</p>
<p>Contudo, apesar dos achados, vale salientar que foram encontradas correlações negativas significativas entre os valores de força e precisão dos golpes e, também, dos valores de força e tempo de reação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em><strong>Leandro Paiva</strong> é professor de educação física e autor do livro </em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>Pronto Pra Guerra</em></a><em>.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog semanalmente. </em><a href="http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/tag/leandro-paiva/"><em>Leia outros textos dele aqui</em></a><em>. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em</em><a href="http://www.prontopraguerra.com.br/"><em>http://www.prontopraguerra.com.br/</em></a></p>
<p><em>Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/2010/01/04/a-volta-da-tapa-na-cara-no-mma/</em></p>
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